Dos Yorùbá – Os Òrìsà Alakétu

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Capítulo 2

Òsóòsì e Èsù, os Òrìsà Alákétu 

 

– “Aulo Barretti Filho, no capítulo “Òsóòe Èsù, os Òrìsà Alákétu” narra a história da formação do povo e da Nação Kétu. Discorre sobre estes dois òrìsà e fornece novas explanações e reflexões sobre Òsòòsì e Èsù. Inclui o inédito ìtàn odù, em que são narrados os motivos pelos quais “Òsóònão come mel”. Partindo dessas exposições, nos diz como e porque esses òrìsà se revelam como poderosos identificadores da Nação Kétu e em sua continuidade, o candomblé Kétu, sendo assim intitulados, os Òrìsà Alákétu.”

Aulo Barretti Filho

Organizador

In: Apresentação do Livro

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Ilé Àse Òpó Àfònjá

Casa de Sàngó do Ilé Àse Òpó Àfònjá

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Òsóòsì e Èsù, os Òrìsà Alákétu

Na Tradição Religiosa do Candomblé – de Origem Yorùbá –

e em sua Continuidade na Chamada Descendência Kétu no Brasil

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Recortes

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[…]

Esse registro, que contêm ideias recônditas em dois textos preceden­tes [4], respectivamente sobre os Òrìsà Òsòòe Èsù, procura dividir todas essas reflexões, considerações e conclusões sobre a questão dos Alákétu.

 

4. “Òsóòsì: O Òrìsà Provedor do Homem e dos Òrìsà” e “Èsù: O Detentor do Poder e o Guar­dião do Àse. Esse escrito sobre Òsòó, na forma de uma “palestra”, foi apresentado, na Conferência de Abertura do VII Alaiandê Xirê no Ilê Axé Opô Afonjá, Salvador, Bahia em 26 de agosto de 2004. O texto sobre Èsù, também foi apresentado no mesmo evento em uma mesa-redonda. O presente artigo, agora integralizado e finalizado, dedico à minha Ìyálórìsà Maria Stella de Azevedo Santos, Ode Káyò, de Òsòó, suma sacerdotisa do Ilé Àse Òpó Àfònjá.

[…]

 

Há um ìtàn, que fazia parte somente da tradição oral, e que agora foi adaptado e versado (Marins, 2002-05) como um Odù Ifá, que fala sobre uma passagem de Òsóòna floresta e que revela alguns de seus tabus, que se interligam com a natureza e a sua preservação. Pelas sim­bioses relatadas, fica claro todo o equilíbrio e sensatez do grande caça­dor, relacionado com vários aspectos do poder de seu àse, que desnuda toda a sua sagacidade, agilidade e sabedoria, e o revela como um Òrìsà ecologicamente perfeito”.

 

 

Ìrosùn – Ò[71]

Òsóòsì e o Apáòka” [72]

 

1. Ìtàn Àtowódowo, Ìtàn Àtowódowo

2. Ìtàn Àtowódowo, Ìtàn Àtowódowo

3. Jogo para Òsóò

4. No dia em que ele estava indo caçar

[…]

 

71. “Ìrosùn-Ò, Odù sugerido.”

72. “Narrado pelo Bàbálòrìsà e Asojú Oba Alákétu Aulo Barretti Filho, de Òsóò. O ìtàn faz parte de sua tradição oral.”

[…]

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Dados sobre: Òsóòsì e Èsù, os Òrìsà Alákétu

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– “Além de escritor, pesquisador e organizador desta coletânea, Aulo Barretti Filho é sacerdote comprometido com a religião que professa os Òrìsà. Sua dedicação em relação a essa religião pode ser conferida em seu “Òsóò e Èsù, os Òrìsà Alákétu”, pois a rigorosidade técnica e os esclarecimentos sobre os conceitos religiosos pertinentes permitem um conhecimento mais aprofundado dos Òrìsà Alákétu e da história da nação Kétu. A publicação do inédito ìtàn odù, [porque “Òsóònão come mel”] por sua vez, dá um valor especial ao texto.”

Ìyálórìsà Maria Stella de Azevedo Santos, Ode Káyòdé.

Sacerdotisa do Ilé Àse Òpó Àfònjá.

In: 2ª capa do Livro (1ª orelha)

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– “A herança africana promovida e preservada no Brasil exige uma peregrinação de autodesco­berta para os africanos que pretendem reaprender e cultivar sua própria cultura – fragmentada pela força do colonialismo bruto. O africano tinha que aprender a negar sua própria cultura e seus ritos sagrados. A con­tribuição de Aulo Barretti Filho, portanto, ao organizar este livro passa a ser a de um intermediário propício e “exuesco”, já que navega entre o mundo africano e o brasileiro como mensageiro intelectual e como pra­ticante. Quem analisa os trabalhos recentes sobre candomblé ou religião iorubana tradicional de perto, tanto na África como no Novo Mundo, se dá conta de certo desequilíbrio entre a produção africana sobre sua religião tradicional e a brasileira sobre o candomblé. Em outras palavras, o Brasil passa a ser o guardião da cultura iorubana, ao passo que o mundo iorubano africano se vê cada vez mais ameaçado pelas teorias e crenças alheias.”

“Da mesma maneira, quando trabalhei como tradutor para Pierre Fatumbi Verger em Salvador, traduzindo o material recolhido por ele sobre folhas tradicionais: litúrgicas e medicinais, me dei conta de que o continente africano tem perdido muito por negar sua cultura, enquanto os iniciados, os curiosos de fora vêm com muito respeito e interesse abraçar a cultura e crenças iorubanas.”

“Neste trabalho, Aulo Barretti Filho passa a ser o Exu, mensageiro divino e intérprete intelectual dos segredos milenários dos iorubá. Suas argumentações, entre outras, residem na du­alidade do sincretismo e da resistência dos valores religiosos iorubanos tanto no próprio continente africano como fora dele, onde por meio de transformação inevitável, se preservaram em Cuba, na Jamaica, no Haiti, no Brasil, em Trindade e Tobago e nos Estados Unidos.”

Niyi Afolabi

Universidade do Texas, Austin, Estados Unidos.

In: Prefácio do Livro

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Exatamente, após dois anos do lançamento do livro e consequentemente da publicação “agora” escrita do ìtàn odùÒsóòsì e o Apáòka”, com a revelação final do mito porque “Òsóònão come mel”, que anteriormente fazia parte somente da tradição oral, da minha e, obviamente, da minha Ìyálórìsà: Mãe Stella do Ilé Àse Òpó Àfònjá e de toda nossa família-de-santo kétu, o então mito se tornou grafado.

Ìyálórìsà Maria Stella de Azevedo Santos, Ode Káyò.

Minha Mãe Stella, que também é escritora e articulista do jornal “A Tarde” (de Salvador, Brasil), publicou em quinze de agosto de 2012 na coluna “Balaio de Ideias” o seu artigo – “A palavra é: “dogmas”” o dito mito, o então, da tradição oral, de “Porque Oxossi não come mel”, o qual aqui republico:

Click:  Mito de Oxóssi ganha destaque em artigo de Mãe Stella

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Anexo: VII Alaiandê Xirê

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